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<journal-title><![CDATA[Revista de Estudios Históricos de la Masonería Latinoamericana y Caribeña]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[“Uma análise da historiografia acerca da trajetória de Everardo Dias”]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article focuses on the writing of history about the trajectory of Everardo Days in its relation with Freemasonry and the Communist Party of Brazil (PCB) narratives. It is noticed in Everardo Days a complex and multifaceted career, which is expressed in the historiography that discusses his life and militancy. Castellani, writing from within Freemasonry, does not mention the approach of Everardo Days organizations with socialist or Marxist theory, merely presenting it as a Mason who defends the interests of the workers against the authoritarian regime of the First Republic.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <div style="text-align: justify;">     <div style="text-align: center;"><font  style="font-family: Verdana; font-weight: bold;" size="4"> &#8220;Uma an&aacute;lise da historiografia acerca da trajet&oacute;ria de Everardo Dias&#8221;</font>    <br> </div> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br>     <div style="text-align: center;"><font style="font-family: Verdana;"  size="2">Michel Goulart da Silva<sup><a href="#1">1</a><a name="2"></a>*</sup></font>    <br> </div> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font><font  style="font-family: Verdana;" size="2"> </font> <hr style="width: 100%; height: 2px;">    <br> <font style="font-family: Verdana; font-weight: bold;" size="3">Resumo</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Neste artigo s&atilde;o problematizadas as narrativas historiogr&aacute;ficas acerca da trajet&oacute;ria de Everardo Dias em sua rela&ccedil;&atilde;o com a Ma&ccedil;onaria e com o Partido Comunista do Brasil (PCB). Percebe-se em Everardo Dias uma trajet&oacute;ria complexa e multifacetada, o que se expressa na historiografia que discute sua vida e sua milit&acirc;ncia. Castellani, escrevendo de dentro da Ma&ccedil;onaria, n&atilde;o menciona a aproxima&ccedil;&atilde;o de Everardo Dias com organiza&ccedil;&otilde;es socialistas ou com a teoria marxista, limitando-se a apresent&aacute;-lo como um ma&ccedil;om que defende os interesses dos oper&aacute;rios contra o regime autorit&aacute;rio da Primeira Rep&uacute;blica.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><span  style="font-weight: bold;">Palavras-chave:</span> Everardo Dias, Ma&ccedil;onaria, Comunismo</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana; font-weight: bold;" size="3">Abstract</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">This article focuses on the writing of history about the trajectory of Everardo Days in its relation with Freemasonry and the Communist Party of Brazil (PCB) narratives. It is noticed in Everardo Days a complex and multifaceted career, which is expressed in the historiography that discusses his life and militancy. Castellani, writing from within Freemasonry, does not mention the approach of Everardo Days organizations with socialist or Marxist theory, merely presenting it as a Mason who defends the interests of the workers against the authoritarian regime of the First Republic.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><span  style="font-weight: bold;">Keywords:</span> Everardo Dias, Freemasonry, Comunism</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font> <hr style="width: 100%; height: 2px;">    <br> <font style="font-family: Verdana; font-weight: bold;" size="3">Introdu&ccedil;&atilde;o</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">O nome de Everardo Dias &eacute; recorrentemente lembrado em associa&ccedil;&atilde;o &agrave; hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio no Brasil. Essa &eacute; uma das raz&otilde;es da homenagem feita a ele com a cria&ccedil;&atilde;o do Centro de Estudos Everardo Dias, que editou a revista <span style="font-style: italic;">Cara a Cara</span>, em 1978, constituindo-se num espa&ccedil;o de discuss&atilde;o para o movimento oper&aacute;rio que naquele momento passava por um intenso processo de reorganiza&ccedil;&atilde;o, como parte da resist&ecirc;ncia &agrave; ditadura civil-militar iniciada em 1964<a href="#nota_1"><sup>1</sup></a>. Nesse sentido, Everardo Dias &eacute; lembrado quando se discute temas como o anarquismo nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, a greve geral de 1917, a funda&ccedil;&atilde;o do Partido Comunista do Brasil (PCB), em 1922, ou sua participa&ccedil;&atilde;o como candidato a vereador pelo Bloco Oper&aacute;rio e Campon&ecirc;s (BOC), em 1928. Por outro lado, Everardo Dias tamb&eacute;m &eacute; lembrado quando se fala em Ma&ccedil;onaria no Brasil, afinal ele foi membro dessa institui&ccedil;&atilde;o e deu nome a uma Loja Ma&ccedil;&ocirc;nica fundada na cidade de S&atilde;o Paulo, no mesmo ano de sua morte, em 1966.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Everardo Dias, nascido em Pontevedra, na Galicia, foi trazido da Espanha para o Brasil com apenas tr&ecirc;s anos de idade, em 1886. Seu pai, Antonio Dias, tip&oacute;grafo republicano, ma&ccedil;om e militante anarquista, participou de um frustrado levante republicano, tendo contado com o apoio da rede de sociabilidades ma&ccedil;&ocirc;nica para escapar da persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica em seu pa&iacute;s. Com a fam&iacute;lia instalada no Brasil, Everardo Dias fez seus estudos prim&aacute;rios em S&atilde;o Paulo, come&ccedil;ando a trabalhar tamb&eacute;m como tip&oacute;grafo no jornal <span style="font-style: italic;">O Estado de S&atilde;o Paulo</span>, at&eacute; se formar na Escola Normal da Pra&ccedil;a da Rep&uacute;blica. Em 1904, atuou como professor em Aparecida do Monte Claro, &#8220;um lugarejo no interior de S&atilde;o Paulo, mas logo desistiu e voltou &agrave; capital, onde trabalhou como jornalista e professor de Hist&oacute;ria&#8221;<a href="#nota_2"><sup>2</sup></a>. Nesse per&iacute;odo, Everardo Dias iniciou estudos na Faculdade de Direito de S&atilde;o Paulo, &#8220;onde s&oacute; fez o primeiro ano, pois dificuldades financeiras o impediram de continuar os estudos&#8221;<a  href="#nota_3"><sup>3</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Everardo Dias apresenta uma trajet&oacute;ria bastante plural e multifacetada, fazendo com que os textos escritos acerca de sua atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, de forma geral, expressem diferen&ccedil;as bastante significativas. Essas diferen&ccedil;as s&atilde;o percept&iacute;veis tanto na opini&atilde;o que os autores emitem acerca de Everardo Dias como na escolha dos acontecimentos de sua trajet&oacute;ria a serem narrados ou escondidos. Considerando que alguns desses autores se identificam com ideologias ou organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, pode-se interpretar que suas escolhas se inserem num contexto de constru&ccedil;&atilde;o das tradi&ccedil;&otilde;es que representam, portanto, o que escrevem e o que deixam de escrever se torna uma forma de corroborar ou recha&ccedil;ar a&ccedil;&otilde;es e ideias de Everardo Dias<a href="#nota_4"><sup>4</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Georges Haupt problematizou a narrativa hist&oacute;rica acerca do movimento oper&aacute;rio na Europa utilizando a ideia de &#8220;hist&oacute;ria-tradi&ccedil;&atilde;o&#8221;, na qual o historiador se consagra &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o de ideias partid&aacute;rias e &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de mitos. Utilizada, entre outros, pelos bolcheviques depois da Revolu&ccedil;&atilde;o Russa, a hist&oacute;ria-tradi&ccedil;&atilde;o vai do culto dos her&oacute;is e da celebra&ccedil;&atilde;o das vit&oacute;rias ao    <br> </font><font style="font-family: Verdana;" size="2">    <br> escamoteamento de uma heran&ccedil;a considerada estorvante. A hist&oacute;ria do movimento oper&aacute;rio erigida em uma ideologia, ditatizada, manipulada, esvaziada de toda a seiva pelo uso de uma linguagem esteriotipada, desvia-se dessa &eacute;poca e atrofia a mem&oacute;ria coletiva da classe oper&aacute;ria<a href="#nota_5"><sup>5</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Certamente a tradi&ccedil;&atilde;o seletiva constru&iacute;da em torno de Everardo Dias n&atilde;o se compara &agrave;s falsifica&ccedil;&otilde;es stalinistas. Contudo, cada uma das tradi&ccedil;&otilde;es busca inserir a trajet&oacute;ria de Everardo Dias dentro dos par&acirc;metros esperados para um militante associado &agrave;quela corrente pol&iacute;tica ou ideol&oacute;gica espec&iacute;fica, portanto, coerente com a hist&oacute;ria da pr&oacute;pria corrente. Essa constru&ccedil;&atilde;o narrativa &#8220;consiste em fazer a coes&atilde;o, em demonstrar a continuidade, em perpetrar as lendas oficiais que servem de refer&ecirc;ncia e que ocupam o lugar da explica&ccedil;&atilde;o&#8221;<a href="#nota_6"><sup>6</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Neste ensaio ser&atilde;o problematizadas constru&ccedil;&otilde;es historiogr&aacute;ficas acerca da trajet&oacute;ria de Everardo Dias, propondo uma poss&iacute;vel interpreta&ccedil;&atilde;o para explicar a disparidade que existe entre esses textos.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana; font-weight: bold;" size="3">Hist&oacute;ria e historiografia</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Entre os principais temas escolhidos pelas narrativas historiogr&aacute;ficas acerca da trajet&oacute;ria de Everardo Dias est&aacute; sua rela&ccedil;&atilde;o com o Partido Comunista do Brasil (PCB) e seu v&iacute;nculo com a Ma&ccedil;onaria. Na historiografia comunista o v&iacute;nculo ma&ccedil;&ocirc;nico de Everardo Dias parece causar certo mal-estar. Por outro lado, opta-se por ocultar o seu v&iacute;nculo com o PCB na historiografia produzida por ma&ccedil;ons. Uma terceira tradi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que pode ser colocada nessa discuss&atilde;o, a anarquista, n&atilde;o deixa de apontar o v&iacute;nculo ma&ccedil;&ocirc;nico de Everardo Dias, bem como critica sua rela&ccedil;&atilde;o com o PCB<a href="#nota_7"><sup>7</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Considerando Edgard Carone e Edgar Rodrigues, representantes respectivamente de uma historiografia comunista e de outra anarquista, verifica-se que ambos apontam para a aproxima&ccedil;&atilde;o de Everardo Dias com o PCB. Carone, not&oacute;rio historiador vinculado ao PCB, menciona o lan&ccedil;amento da candidatura de Everardo Dias para a C&acirc;mara Municipal de S&atilde;o Paulo pelo Bloco Oper&aacute;rio e Campon&ecirc;s (BOC), em 1928. Everardo Dias &eacute; caracterizado por Carone como &#8220;velho militante socialista e aderente ao PCB desde 1923&#8221;<a href="#nota_8"><sup>8</sup></a>. Curiosamente, Carone n&atilde;o menciona o v&iacute;nculo ma&ccedil;&ocirc;nico de Everardo Dias e nem mesmo sua expuls&atilde;o do partido, em 1930. Em outra discuss&atilde;o, referindo-se &agrave; Ma&ccedil;onaria, Carone afirma: &#8220;rito, religi&atilde;o, sociedade secreta ou discreta, isso tudo est&aacute; longe do marxismo, que &eacute; materialista&#8221;<a href="#nota_9"><sup>9</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Entre outros documentos, o v&iacute;nculo ma&ccedil;&ocirc;nico de Everardo Dias pode ser verificado por uma das edi&ccedil;&otilde;es do Boletim do Grande Oriente de S&atilde;o Paulo (GOSP), publicada em 1919. O texto descreve a comemora&ccedil;&atilde;o do anivers&aacute;rio de vinte e nove anos da Loja Ordem e Progresso, da qual Everardo Dias era membro, referindo-se a ele nos seguintes termos: &#8220;Ocupou ent&atilde;o a tribuna ma&ccedil;&ocirc;nica o talentoso jornalista Everardo Dias, inteligente Orad \ da Loj \, que proferiu um discurso substancioso, cheio de hist&oacute;ria e de doutrina, que obteve dos presentes os mais prolongados aplausos&#8221;<a href="#nota_10"><sup>10</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Numa outra leitura, realizada por Rodrigues, conhecido militante anarquista, afirma-se que Everardo Dias, durante quinze anos, &#8220;defendeu &#8216;com unhas e dentes&#8217; a liberdade de pensar em voz alta, cada um pela sua cabe&ccedil;a&#8221;, mas, quando se filiou ao PCB, come&ccedil;ou &#8220;a pensar pela cabe&ccedil;a do &#8216;papa de Moscou&#8217;, representado no Brasil pelo secret&aacute;rio geral do PCB, na ocasi&atilde;o Astrojildo Pereira, seu genro&#8221;<a  href="#nota_11"><sup>11</sup></a>. Rodrigues menciona a expuls&atilde;o de Everardo Dias do PCB, &#8220;com todas as honras de um traidor&#8221;<a href="#nota_12"><sup>12</sup></a>. Rodrigues menciona tamb&eacute;m o v&iacute;nculo ma&ccedil;&ocirc;nico de Everardo Dias, associando-o &agrave; sua milit&acirc;ncia anticlerical, especialmente o per&iacute;odo de edi&ccedil;&atilde;o do jornal <span  style="font-style: italic;">O Livre Pensador,</span> a partir de 1903<a  href="#nota_13"><sup>13</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Em outra perspectiva, Jos&eacute; Castellani, escrevendo do interior da Ma&ccedil;onaria, n&atilde;o menciona a aproxima&ccedil;&atilde;o de Everardo Dias com organiza&ccedil;&otilde;es socialistas ou com a teoria marxista. S&atilde;o exaltadas as atua&ccedil;&otilde;es ma&ccedil;&ocirc;nica e anticlerical de Everardo Dias. Segundo Castellani, Everardo Dias &#8220;responsabilizava a Igreja de Roma pelo estancamento anterior, que levara ao &oacute;dio &agrave; raz&atilde;o e exaltara a ignor&acirc;ncia como sinal de perfei&ccedil;&atilde;o espiritual e a certeza de ganhar o reino dos c&eacute;us&#8221;<a  href="#nota_14"><sup>14</sup></a>. Na descri&ccedil;&atilde;o que Castellani faz da milit&acirc;ncia p&uacute;blica de Everardo Dias, s&atilde;o destacadas as palestras e as publica&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o o v&iacute;nculo com o PCB. Segundo Castellani, &#8220;com sua atividade cultural&#8221;, Everardo Dias &#8220;dava a sua contribui&ccedil;&atilde;o ao progresso moral, intelectual e social do pa&iacute;s&#8221;<a href="#nota_15"><sup>15</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Uma men&ccedil;&atilde;o por Castellani a algum partido vinculado ao movimento oper&aacute;rio aparece apenas uma vez, quando se refere ao contexto das greves ocorridas entre 1917 e 1919. Segundo Castellani, nesse contexto, Everardo Dias tornou-se &#8220;mais radical, passando a fazer parte de um Partido Oper&aacute;rio, que pretendia fazer um governo ao lado do proletariado&#8221;<a href="#nota_16"><sup>16</sup></a>. N&atilde;o h&aacute; maiores explica&ccedil;&otilde;es acerca desse partido nem qualquer men&ccedil;&atilde;o &agrave; ades&atilde;o de Everardo Dias ao PCB. Contudo, evidencia-se um esfor&ccedil;o de Castellani em aproximar Everardo Dias do Partido Democr&aacute;tico (PD), fundado por dissidentes do Partido Republicano Paulista (PRP), em 1925<a href="#nota_17"><sup>17</sup></a>. O argumento mais forte para atestar esse v&iacute;nculo com o PD seria o fato de Everardo Dias ter trabalhado no jornal <span style="font-style: italic;">Di&aacute;rio Nacional</span>, &oacute;rg&atilde;o do referido partido, entre 1927 e 1932<a  href="#nota_18"><sup>18</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">O seu v&iacute;nculo com o PCB &eacute; admitido pelo pr&oacute;prio Everardo Dias em diferentes, ocasi&otilde;es, como em suas declara&ccedil;&otilde;es diante da pol&iacute;cia pol&iacute;tica, no Departamento Estadual de Ordem Pol&iacute;tica e Social (DEOPS), de S&atilde;o Paulo. Conforme declarou Everardo Dias em 1944, &#8220;militou como socialista nesta Capital por muitos anos, isto &eacute;, at&eacute; mil novecentos e vinte e tr&ecirc;s, data em que foi fundado o Partido Comunista&#8221;<a  href="#nota_19"><sup>19</sup></a>. Poucos meses depois, em outro depoimento &agrave; pol&iacute;cia pol&iacute;tica, Everardo Dias declarou que se desligou do PCB em 1930, tendo &#8220;da&iacute; para c&aacute; se desinteressando de qualquer movimento partid&aacute;rio&#8221;<a  href="#nota_20"><sup>20</sup></a>. Portanto, considerando esses depoimentos, pode-se afirmar que Everardo Dias foi militante org&acirc;nico do PCB por no m&iacute;nimo sete anos.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana; font-weight: bold;" size="3">Converg&ecirc;ncias e diverg&ecirc;ncias</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Essas narrativas hist&oacute;ricas expressam de alguma forma os conflitos entre ma&ccedil;ons e comunistas travados ao longo do s&eacute;culo XX. Em fun&ccedil;&atilde;o disso, os autores dos textos parecem olhar com certo estranhamento a forma como se imbricam ma&ccedil;ons, socialista e outras express&otilde;es ideol&oacute;gicas e pol&iacute;ticas na Primeira Rep&uacute;blica. Nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, os ma&ccedil;ons viviam uma rela&ccedil;&atilde;o de relativa proximidade inclusive com as diferentes correntes socialistas. Sabe-se que,    <br> </font><font style="font-family: Verdana;" size="2">    <br> no Brasil e outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, muitos viam no republicanismo, no positivismo, no anarquismo, no sindicalismo revolucion&aacute;rio, nas v&aacute;rias vertentes de socialismo e em seguida no comunismo, mas tamb&eacute;m na ma&ccedil;onaria e at&eacute; em religi&otilde;es com pretendida cientificidade, como o espiritismo, maneiras de se contrapor &agrave; ordem estabelecida e de buscar um lugar ao sol na sociedade renovada<a  href="#nota_21"><sup>21</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Desde o final do s&eacute;culo XIX, alguns segmentos ma&ccedil;&ocirc;nicos, ao se depararem com a quest&atilde;o oper&aacute;ria, flertavam com as ideias socialistas ent&atilde;o difundidas na Europa. Contudo, n&atilde;o era a tomada do poder pelo proletariado nem a constru&ccedil;&atilde;o de um partido oper&aacute;rio o que os ma&ccedil;ons ansiavam para o Brasil. O socialismo, para eles,    <br> </font><font style="font-family: Verdana;" size="2">    <br> era aquele que poderia ser obtido pelas vias democr&aacute;ticas, dentro da mais perfeita ordem republicana. Disso se conclui que, em meio &agrave; amplitude de sentidos que permeavam as correntes naquele momento, os ma&ccedil;ons brasileiros propunham a busca da concilia&ccedil;&atilde;o entre as classes por meio das melhorias sociais<a href="#nota_22"><sup>22</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Na d&eacute;cada de 1920, no momento da ades&atilde;o de Everardo Dias ao PCB, h&aacute; um paulatino afastamento dos ma&ccedil;ons em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s correntes pol&iacute;ticas do movimento oper&aacute;rio. Nesse per&iacute;odo, &#8220;as positivas refer&ecirc;ncias ma&ccedil;&ocirc;nicas ao socialismo e &agrave;s lutas oper&aacute;rias foram escasseando at&eacute; o seu total desaparecimento&#8221;<a href="#nota_23"><sup>23</sup></a>. Trata-se de um per&iacute;odo de mudan&ccedil;as na organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos trabalhadores, na medida em que &#8220;o comunismo de cunho revolucion&aacute;rio, em detrimento do anarquismo e do socialismo reformista, imp&otilde;e-se como ideologia norteadora da atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da classe oper&aacute;ria&#8221;<a href="#nota_24"><sup>24</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">O per&iacute;odo tamb&eacute;m est&aacute; marcado pela a proibi&ccedil;&atilde;o da ma&ccedil;onaria nos partidos comunistas. Em 1917, ap&oacute;s a revolu&ccedil;&atilde;o na R&uacute;ssia, o regime sovi&eacute;tico proibiu o funcionamento das lojas ma&ccedil;&ocirc;nicas. Essa pol&iacute;tica antima&ccedil;&ocirc;nica se estendeu aos partidos comunistas vinculados &agrave; Internacional Comunista (IC), cujo quarto congresso, realizado em novembro de 1922, votou pela proibi&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o &agrave; Ma&ccedil;onaria por parte dos membros dos partidos. Nos termos discutidos no congresso, a Ma&ccedil;onaria representava um processo de infiltra&ccedil;&atilde;o da pequena burguesia em todas as camadas sociais e, devido a seu car&aacute;ter secreto, seria &#8220;uma esp&eacute;cie de Estado dentro do Estado&#8221;<a href="#nota_25"><sup>25</sup></a>. No debate acerca do partido franc&ecirc;s, do qual um n&uacute;mero consider&aacute;vel de membros pertencia a lojas ma&ccedil;&ocirc;nicas, afirmou-se ser lament&aacute;vel que o partido franc&ecirc;s conservasse,    <br> </font><font style="font-family: Verdana;" size="2">    <br> n&atilde;o apenas a heran&ccedil;a psicol&oacute;gica da &eacute;poca reformista, parlamentar e patri&oacute;tica, como tamb&eacute;m estabelecesse v&iacute;nculos bem concretos e comprometedores, por tratar-se da c&uacute;pula do Partido, com as institui&ccedil;&otilde;es secretas, pol&iacute;ticas e arrivistas da burguesia radical<a href="#nota_26"><sup>26</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Os ma&ccedil;ons eram associados pelo congresso &agrave; burguesia, portanto, a um inimigo de classe que deveria ser combatido. Nesse congresso, os ma&ccedil;ons &#8220;foram denunciados como ambiciosos, oportunistas e partid&aacute;rios da colabora&ccedil;&atilde;o de classes&#8221;<a href="#nota_27"><sup>27</sup></a>. Entre as resolu&ccedil;&otilde;es finais, o congresso recomendou    <br> </font><font style="font-family: Verdana;" size="2">    <br> o Comit&ecirc; Central do Partido comunista franc&ecirc;s a tarefa de liquidar, antes de 1&ordm; de janeiro de 1923, todos os v&iacute;nculos do Partido com alguns de seus membros e de seus grupos com a franco-ma&ccedil;onaria. Todo aquele que antes de 1&ordm; de janeiro de 1923 n&atilde;o declarar abertamente &agrave; sua organiza&ccedil;&atilde;o e dado &agrave; p&uacute;blico atrav&eacute;s da imprensa do partido sua ruptura total com a franco-ma&ccedil;onaria ficar&aacute; automaticamente exclu&iacute;do do Partido comunista sem direito a refiliar-se no futuro. O ocultamento de sua condi&ccedil;&atilde;o de franco-ma&ccedil;on ser&aacute; considerado como infiltra&ccedil;&atilde;o no Partido de agente inimigo e recair&aacute; sobre este indiv&iacute;duo uma m&aacute;cula de afronta p&uacute;blica diante de todo o proletariado<a href="#nota_28"><sup>28</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">No PCB, a pol&ecirc;mica mais importante acerca da rela&ccedil;&atilde;o do partido com a ma&ccedil;onaria terminou com a expuls&atilde;o de Ant&ocirc;nio Bernardo Canellas, em dezembro de 1923. Canellas representou o partido no IV Congresso, em 1922, cometendo, na interpreta&ccedil;&atilde;o de Carone, uma s&eacute;rie de erros, &#8220;que o marginaliza de outros membros da Internacional e vai provocar embara&ccedil;o ao PCB&#8221;<a href="#nota_29"><sup>29</sup></a>. Entre outras declara&ccedil;&otilde;es, Canellas afirmou que n&atilde;o caberia ao congresso deliberar sobre a quest&atilde;o da Ma&ccedil;onaria, pois, no seu entendimento, o socialismo seria neutro em quest&otilde;es morais e de car&aacute;ter privado. Canellas afirmou durante o congresso, em refer&ecirc;ncia ao PCB: &#8220;o nosso partido, que conta, entre os seus aderentes alguns bons camaradas ma&ccedil;ons, cuja a&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-revolucion&aacute;ria no seio de sua seita &eacute; not&aacute;vel e not&oacute;ria, decerto n&atilde;o julgar&aacute; de grande urg&ecirc;ncia a abertura de uma campanha contra a Ma&ccedil;onaria&#8221;<a href="#nota_30"><sup>30</sup></a>. No entendimento de Canellas, o &uacute;nico cuidado a ser tomado seria o de evitar que esses militantes vinculados &agrave; Ma&ccedil;onaria ocupassem cargos de responsabilidade pol&iacute;tica no partido. Segundo Canellas, essa proposta tamb&eacute;m deveria &#8220;ser extensiva aos camaradas cat&oacute;licos, positivistas, protestantes, israelitas etc., que ocupem posi&ccedil;&otilde;es de destaque no seio das suas respectivas seitas&#8221;<a href="#nota_31"><sup>31</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Essas posi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o o estopim para que, no congresso da Internacional Comunista, o PCB fosse encarado como um partido que conservaria &#8220;restos da ideologia burguesa, sustentados pela presen&ccedil;a de elementos da Ma&ccedil;onaria e influenciados por preconceitos anarquistas&#8221;<a  href="#nota_32"><sup>32</sup></a>. Outras concep&ccedil;&otilde;es parecem tamb&eacute;m ter se incorporado &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e pol&iacute;ticas do PCB, como o positivismo e o socialismo reformista, relacionados em grande medida &agrave;s lutas pela aboli&ccedil;&atilde;o da escravid&atilde;o e a implanta&ccedil;&atilde;o da republicam no final do s&eacute;culo XIX. Segundo Zaidan Filho (1989, p. 132-3), soma-se a isso &#8220;o refor&ccedil;o das influ&ecirc;ncias positivistas e evolucionistas no socialismo internacional da &eacute;poca (incluindo, depois, o pr&oacute;prio &#8216;marxismo-leninismo&#8217; da III Internacional) que n&atilde;o abandonar&aacute; t&atilde;o cedo o pensamento socialista brasileiro&#8221;<a href="#nota_33"><sup>33</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">No interior da Ma&ccedil;onaria, o movimento de afastamento em rela&ccedil;&atilde;o ao PCB redundou em a&ccedil;&otilde;es de condena&ccedil;&atilde;o do comunismo ou de outras posi&ccedil;&otilde;es consideradas extremistas. Em 1934, no mesmo documento que se proibia na Ma&ccedil;onaria a presen&ccedil;a de membros da A&ccedil;&atilde;o Integralista Brasileira (AIB), tamb&eacute;m se orientava como proceder em rela&ccedil;&atilde;o aos comunistas<a href="#nota_34"><sup>34</sup></a>. Segundo o documento, emitida pelo Grande Oriente do Brasil (GOB), no que se refere ao comunismo seria &#8220;preciso distinguir entre os que adotam o materialismo hist&oacute;rico, a dial&eacute;tica marxista, como instrumento, como m&eacute;todo de pesquisa, e os que militam no Partido Comunista&#8221;<a  href="#nota_35"><sup>35</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">No interior da Ma&ccedil;onaria rapidamente se incorporou o discurso anticomunista, que permeava o conjunto da sociedade e come&ccedil;ou a se fortalecer principalmente a partir da d&eacute;cada de 1930. O anticomunismo assumiu diferentes caracter&iacute;sticas, durante o s&eacute;culo XX, marcado pelas caracter&iacute;sticas particulares dos grupos e lugares sociais em que foi elaborado e reelaborado, sendo poss&iacute;vel falar de v&aacute;rios &#8220;anticomunismos&#8221;. Sabe-se que o anticomunismo &eacute;,    <br> </font><font style="font-family: Verdana;" size="2">    <br> antes que um corpo homog&ecirc;neo, uma frente reunindo grupos pol&iacute;ticos e projetos diversos. O &uacute;nico ponto de uni&atilde;o &eacute; a recusa ao comunismo, em tudo o mais impera a homogeneidade. Se esta diversidade muitas vezes passa despercebida, isto se deve ao fato de que, nos momentos de conflito agudo, os diversos tipo de anticomunismo se uniram contra o inimigo comum<a  href="#nota_36"><sup>36</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">O anticomunismo se assemelha a algumas das posi&ccedil;&otilde;es defendidas pela Ma&ccedil;onaria no per&iacute;odo. Em documento publicado em 1937, pelo GOB, reafirmava-se o car&aacute;ter da Ma&ccedil;onaria como &#8220;institui&ccedil;&atilde;o eminentemente nacionalista&#8221;, destacando seu combate aos &#8220;desalmados inimigos da ordem e do regime, da fam&iacute;lia e da na&ccedil;&atilde;o&#8221; e criticando as doutrinas &#8220;antinacionais&#8221; e &#8220;oriundas de inspira&ccedil;&atilde;o estrangeira&#8221;<a  href="#nota_37"><sup>37</sup></a>. Por outro lado, o anticomunismo apresentava o comunismo como &#8220;o inimigo, o estrangeiro, o &#8216;outro&#8217; que amea&ccedil;ava despeda&ccedil;ar a unidade do corpo nacional&#8221;, sendo atitudes inaceit&aacute;veis &#8220;o discurso internacionalista dos comunistas e sua vincula&ccedil;&atilde;o ao Estado sovi&eacute;tico&#8221; e devendo a defesa da na&ccedil;&atilde;o e da unidade nacional &#8220;estar acima de quaisquer considera&ccedil;&otilde;es, fossem elas de natureza social, econ&ocirc;mica ou pol&iacute;tica, e os valores nacionais n&atilde;o poderiam jamais ser suplantados por uma ordem internacional&#8221;<a href="#nota_38"><sup>38</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Com a crescente influ&ecirc;ncia da Guerra Fria, a Ma&ccedil;onaria, bem como o restante da sociedade, viu-se cada vez mais assombrada pelo suposto &#8220;perigo vermelho&#8221;. Em fun&ccedil;&atilde;o disso, no ano de 1949, o GOB publicou novas orienta&ccedil;&otilde;es para lidar com os comunistas, proibindo &#8220;a <span style="font-style: italic;">inicia&ccedil;&atilde;o</span> de elementos que professavam a ideologia comunista, recomendando a m&aacute;xima severidade nas sindic&acirc;ncias, de forma a evitar o &#8216;ingresso de elementos totalit&aacute;rio&#8217; entre os <span  style="font-style: italic;">irm&atilde;os</span>&#8221;<a href="#nota_39"><sup>39</sup></a>. Esse rumo conservador consolidou-se nas d&eacute;cadas seguintes, materializando-se principalmente no apoio ma&ccedil;&ocirc;nico ao golpe civil-militar de 1964. No contexto do golpe, ainda que houvesse tens&otilde;es internas na Ma&ccedil;onaria, produto de uma suposta pol&iacute;tica de infiltra&ccedil;&atilde;o comunista na institui&ccedil;&atilde;o, o seu contingente mais numeroso se opunha aos setores de esquerda. Esses ma&ccedil;ons, segundo Jos&eacute; Castellani,    <br> </font><font style="font-family: Verdana;" size="2">    <br> defendendo os valores b&aacute;sicos da cultura e do meio social brasileiros, al&eacute;m da tradi&ccedil;&atilde;o ma&ccedil;&ocirc;nica, que fez uma Institui&ccedil;&atilde;o de cunho pol&iacute;tico, mas sem ser ligada a qualquer corrente partid&aacute;ria, passou a lutar ativamente pela legalidade constitucional, amea&ccedil;adas pelos prop&oacute;sitos continuistas do presidente da Rep&uacute;blica<a href="#nota_40"><sup>40</sup></a>.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">No contexto vivido por Everardo Dias, os desencontros entre ma&ccedil;ons e comunistas ainda n&atilde;o tinham ganhado um car&aacute;ter antag&ocirc;nico. Pelo contr&aacute;rio, parecia haver certa conflu&ecirc;ncia entre essas e outras experi&ecirc;ncias organizativas na Primeira Rep&uacute;blica, na defesa da amplia&ccedil;&atilde;o de direitos pol&iacute;ticos e sociais. O anticlericalismo unia diferentes correntes no sentido de constru&ccedil;&atilde;o dos diversos modelos propostos para a Rep&uacute;blica, fazendo com que, entre o fim do s&eacute;culo XIX e as duas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, fosse poss&iacute;vel identificar grupos em que se articulavam &#8220;anticlericais, livres-pensadores, liberais, abolicionistas, anarquistas, socialistas, positivistas, esp&iacute;ritas, ma&ccedil;ons e protestantes&#8221;<a href="#nota_41"><sup>41</sup></a>. Para esses setores, o ponto comum era o combate &agrave; ordem vigente e a luta por uma sociedade renovada, tendo, para isso, de enfrentar inimigos que exerciam influ&ecirc;ncia sobre a nascente Rep&uacute;blica, como as oligarquias rurais ou mesmo o clero cat&oacute;lico.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Outro fator que pode explicar a aproxima&ccedil;&atilde;o entre ma&ccedil;ons e socialistas passa, por um lado, pela fr&aacute;gil penetra&ccedil;&atilde;o do marxismo no Brasil e, por outro, pelo desconhecimento dos fatos que se relacionam &agrave; Revolu&ccedil;&atilde;o Russa. Nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, em &acirc;mbito te&oacute;rico, n&atilde;o havia por parte dos marxistas uma an&aacute;lise te&oacute;rica acerca do Brasil que pudesse confrontar-se com as demais correntes no embate por um projeto de na&ccedil;&atilde;o ou de classe. Por outro lado, as contradit&oacute;rias e escassas informa&ccedil;&otilde;es acerca da Revolu&ccedil;&atilde;o Russa paulatinamente deram lugar ao combate ideol&oacute;gico promovido pelos setores conservadores. Esses setores procuraram se diferenciar da forma mais clara poss&iacute;vel da estrat&eacute;gia pol&iacute;tica dos comunistas, ou seja, a derrubada do capitalismo e a constru&ccedil;&atilde;o do socialismo. Portanto, quando os comunistas mostraram de forma mais clara suas estrat&eacute;gias pol&iacute;ticas, que passavam pela transforma&ccedil;&atilde;o radical da sociedade, levaram a cis&otilde;es e pol&ecirc;micas entre as diferentes correntes pol&iacute;tica e te&oacute;ricas que at&eacute; ent&atilde;o viviam em relativa harmonia.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana; font-weight: bold;" size="3">Considera&ccedil;&otilde;es finais</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo, ainda havia espa&ccedil;os de converg&ecirc;ncia entre ma&ccedil;ons e diferentes correntes do socialismo, fazendo com que figuras como Everardo Dias e Cristiano Cordeiro, que circulavam entre anarquistas, comunistas e ma&ccedil;ons, n&atilde;o fossem encarados com estranhamento por seus contempor&acirc;neos. Contudo, a escrita historiogr&aacute;fica posterior acerca dos acontecimentos da Primeira Rep&uacute;blica, especialmente aquela produzida por corrente ideol&oacute;gicas e organizativas, mostra o quanto esses textos foram afetados pelos acontecimentos do s&eacute;culo XX. Essa interfer&ecirc;ncia chega ao ponto de se ocultar certos acontecimentos ou destacar outros, separando os personagens de suas pr&oacute;prias narrativas pessoais e, for&ccedil;osamente, os aproximando de uma corrente ou outra.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">No caso de Everardo Dias, como se trata de uma figura multifacetada e que ao longo da vida transitou em diferentes espa&ccedil;os, busca-se associar o prest&iacute;gio de sua imagem a algumas correntes pol&iacute;ticas e ideol&oacute;gicas em detrimento das demais. Nesse caso, numa perspectiva antima&ccedil;&ocirc;nica, pode ser dif&iacute;cil afirmar que Everardo Dias foi membro da Ma&ccedil;onaria. Para uma perspectiva anticomunista, por outro lado, cabe evitar qualquer men&ccedil;&atilde;o ao fato de ter Everardo Dias ter se aproximado do PCB. Portanto, constroem-se trajet&oacute;rias que respondem muito mais aos interesses de certos grupos do que &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o com a escrita de uma narrativa hist&oacute;rica, fazendo com que muitos elementos da vida p&uacute;blica de vida Everardo Dias sejam selecionados a partir da compreens&atilde;o pol&iacute;tica de quem escreve o texto.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_1"></a>1 Marcelo Ridenti, <span style="font-style: italic;">Brasilidade revolucion&aacute;ria:</span> um s&eacute;culo de cultura e pol&iacute;tica (S&atilde;o Paulo: Editora UNESP, 2010), 18.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_2"></a>2 Ridenti, <span style="font-style: italic;">Brasilidade revolucion&aacute;ria</span>, 20.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_3"></a>3 Jos&eacute; Castellani, <span style="font-style: italic;">A&ccedil;&atilde;o secreta da ma&ccedil;onaria na pol&iacute;tica mundial</span> (S&atilde;o Paulo: Landmark, 2001), 134.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_4"></a>4 Entende-se tradi&ccedil;&atilde;o como uma vers&atilde;o intencionalmente seletiva de um passado modelador e de um presente pr&eacute;-modelado, onde certos significados e pr&aacute;ticas s&atilde;o selecionados e acentuados e outros significados e pr&aacute;ticas s&atilde;o recha&ccedil;ados ou exclu&iacute;dos, sendo essa sele&ccedil;&atilde;o apresentadas e admitida como &#8220;a tradi&ccedil;&atilde;o&#8221;. Raymond Williams, <span style="font-style: italic;">Marxismo y literatura</span> (Buenos Aires: Las Cuarenta, 2009), 153 [tradu&ccedil;&atilde;o minha].</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_5"></a>5 Georges Haupt, <span style="font-style: italic;">El historiador y el movimiento social</span> (Madrid: Siglo XXI, 1986), 17 [tradu&ccedil;&atilde;o minha].</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_6"></a>6 Haupt, <span style="font-style: italic;">El historiador y el movimiento social,</span> 17 [tradu&ccedil;&atilde;o minha].</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_7"></a>7 Como forma clarificar a exposi&ccedil;&atilde;o, neste texto opta-se por trabalhar com as tipologias <span style="font-style: italic;">comunista, anarquista e ma&ccedil;&ocirc;nica </span>para analisar as diferentes escritas historiogr&aacute;ficas produzidas acerca de Everardo Dias, embora sabendo da impress&atilde;o dessa divis&atilde;o.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_8"></a>8 Edgard Carone, <span style="font-style: italic;">Classes sociais e movimento oper&aacute;rio</span> (S&atilde;o Paulo: &Aacute;tica, 1989), 187.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_9"></a>9 Carone, <span style="font-style: italic;">Classes sociais e movimento oper&aacute;rio</span>, 115.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_10"></a>10 <span  style="font-style: italic;">Boletim do Grande Oriente de S&atilde;o Paulo,</span> Anno IX, fevereiro de 1919, no. 2, 25.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_11"></a>11 Edgar Rodrigues, <span style="font-style: italic;">Os companheiros 2 </span>(Rio de Janeiro: VRJ, 1995), 47-48. Astrojildo Pereira, destacado dirigente dos primeiros anos do PCB, foi casado com Ign&ecirc;s, filha mais velha de Everardo Dias com sua esposa Maria Ribeiro Dias, falecida em 1932. Ridenti, &#8220;Everardo Dias&#8221;, in: <span style="font-style: italic;">Int&eacute;rpretes do Brasil: cl&aacute;ssicos, rebeldes e renegados</span>, Luiz Peric&aacute;s e Lincoln Secco eds. (S&atilde;o Paulo: Boitempo, 2014), 135-136.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_12"></a>12 Rodrigues. <span style="font-style: italic;">Os companheiros</span>, 48.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_13"></a>13 Rodrigues. <span style="font-style: italic;">Os companheiros,</span> 47. Essa atua&ccedil;&atilde;o de Everardo Dias na imprensa anticlerical &eacute; discutida de forma mais detida em Eliane Moura Silva, &#8220;Entre religi&atilde;o e pol&iacute;tica: ma&ccedil;ons, esp&iacute;ritas, anarquistas e socialistas no Brasil por meio dos jornais <span  style="font-style: italic;">A Lanterna e O Livre Pensador</span>&#8221;, in: <span style="font-style: italic;">Espiritismo e religi&otilde;es afro-brasileiras: hist&oacute;ria e ci&ecirc;ncias sociais,</span> Artur Cesar Isaia e Ivan Aparecido Manoel eds. (S&atilde;o Paulo, UNESP, 2012), 87-101.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_14"></a>14 Castellani. <span style="font-style: italic;">A&ccedil;&atilde;o secreta da ma&ccedil;onaria na pol&iacute;tica mundial</span>, 135.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_15"></a>15 Castellani.<span style="font-style: italic;"> A&ccedil;&atilde;o secreta da ma&ccedil;onaria na pol&iacute;tica mundial</span>, 136.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_16"></a>16 Castellani. <span style="font-style: italic;">A&ccedil;&atilde;o secreta da ma&ccedil;onaria na pol&iacute;tica mundial, </span>136. Uma hip&oacute;tese para a men&ccedil;&atilde;o a esse Partido Oper&aacute;rio indefinido pode ser referir &agrave; funda&ccedil;&atilde;o do Grupo Zumbi, em 1919, primeira tentativa de articula&ccedil;&atilde;o do Grupo Clart&eacute; no Brasil, que contou com a participa&ccedil;&atilde;o, entre outros membros, de Everardo Dias.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_17"></a>17 O Partido Republicano Paulista (PRP) foi um partido pol&iacute;tico brasileiro, fundado em 18 de abril de 1873, vinculado &agrave;s oligarquias agr&aacute;rias, que predominou na pol&iacute;tica do estado de S&atilde;o Paulo ao longo da Primeira Rep&uacute;blica.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_18"></a>18 Castellani. <span style="font-style: italic;">A&ccedil;&atilde;o secreta da ma&ccedil;onaria na pol&iacute;tica mundial, </span>137.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_19"></a>19 DEOPS/SP, Prontu&aacute;rio. 136, Everardo Dias, fl. 35, 09/08/1944.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_20"></a>20 DEOPS/SP, Prontu&aacute;rio. 136, Everardo Dias, fl. 46, 20/11/1944.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_21"></a>21 Ridenti. <span style="font-style: italic;">Brasilidade revolucion&aacute;ria</span>, 18-9.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_22"></a>22 Marco Morel e Fran&ccedil;oise Jean de Oliveira Souza,<span  style="font-style: italic;"> O poder da ma&ccedil;onaria: a hist&oacute;ria de uma sociedade secreta no Brasil</span> (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008), 189.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_23"></a>23 Morel e Souza. <span style="font-style: italic;">O poder da ma&ccedil;onaria,</span> 191.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_24"></a>24 Morel e Souza. <span style="font-style: italic;">O poder da ma&ccedil;onaria</span>, 191.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_25"></a>25 Jos&eacute; Antonio Ferrer Benimeli, <span style="font-style: italic;">La masoner&iacute;a</span> (Madrid: Alianza, 2013), 137 [tradu&ccedil;&atilde;o minha].</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_26"></a>26 <span  style="font-style: italic;">Los cuatro primeros congresos de la internacional comunista</span> (Madrid, 2008), 465-466 [tradu&ccedil;&atilde;o minha].</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_27"></a>27 Ferrer Benimeli, <span style="font-style: italic;">La masoner&iacute;a</span>, [tradu&ccedil;&atilde;o minha].</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_28"></a>28 <span  style="font-style: italic;">Los cuatro primeros congresos</span>, 466 [tradu&ccedil;&atilde;o minha].</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_29"></a>29 Carone, <span style="font-style: italic;">Classes sociais e movimento oper&aacute;rio</span>, 113.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_30"></a>30 Ant&ocirc;nio Bernardo Canellas, &#8220;Relat&oacute;rio de viagem &agrave; URSS&#8221;, in: <span style="font-style: italic;">O PCB</span> (1922-1943), Carone ed. (S&atilde;o Paulo, Difel, 1982), 31.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_31"></a>31 Canellas, &#8220;Relat&oacute;rio de viagem &agrave; URSS&#8221;, 31.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_32"></a>32 Carone, <span style="font-style: italic;">Classes sociais e movimento oper&aacute;rio</span>, 116.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_33"></a>33 Michel Zaidan Filho, <span style="font-style: italic;">Comunistas em c&eacute;u aberto</span> (1922-1930) (Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1989), 132- 133.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_34"></a>34 O integralismo &eacute; uma doutrina pol&iacute;tica tradicionalista, conservadora e de cunho religioso, que, entre outras coisas, defende que uma sociedade s&oacute; pode funcionar com ordem e paz, com respeito &agrave;s hierarquias sociais e com harmonia e uni&atilde;o. Esse movimento pol&iacute;tico conservador, que se identificou inclusive com o fascismo, teve seu auge em meados da d&eacute;cada de 1930.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_35"></a>35 Morel e Souza, <span style="font-style: italic;">O poder da ma&ccedil;onaria</span>, 211.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_36"></a>36 Rodrigo Patto S&aacute; Motta, <span style="font-style: italic;">Em guarda contra o &#8220;Perigo Vermelho&#8221;: o anticomunismo no Brasil (1917-1964)</span> (S&atilde;o Paulo: Perspectiva, 2002), 15.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_37"></a>37 Morel e Souza, <span style="font-style: italic;">O poder da ma&ccedil;onaria,</span> 212.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_38"></a>38 Motta, <span style="font-style: italic;">Em guarda contra o &#8220;Perigo Vermelho&#8221;,</span> 31-32.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_39"></a>39 Morel e Souza, <span style="font-style: italic;">O poder da ma&ccedil;onaria</span>, 228.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_40"></a>40 Castellani. <span style="font-style: italic;">A&ccedil;&atilde;o secreta da ma&ccedil;onaria na pol&iacute;tica mundial,</span> 154.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="nota_41"></a>41 Silva, &#8220;Entre religi&atilde;o e pol&iacute;tica&#8221;, 98.</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font> <hr style="width: 100%; height: 2px;">    <br> <font style="font-family: Verdana; font-weight: bold;" size="3">Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <!-- ref --><div style="text-align: left;"><font style="font-family: Verdana;"  size="2">Castellani, Jos&eacute;. <span style="font-style: italic;">A&ccedil;&atilde;o secreta da ma&ccedil;onaria na pol&iacute;tica mundial</span>. S&atilde;o Paulo: Landmark, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930256&pid=S1659-4223201500010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Canellas, Ant&ocirc;nio Bernardo. &#8220;Relat&oacute;rio de viagem &agrave; URSS&#8221;. In: <span  style="font-style: italic;">O PCB</span> (1922-1943). Editado por Edgard Carone. S&atilde;o Paulo, Difel, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930259&pid=S1659-4223201500010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Carone, Edgard. <span  style="font-style: italic;">Classes sociais e movimento oper&aacute;rio</span>. S&atilde;o Paulo: &Aacute;tica, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930262&pid=S1659-4223201500010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Ferrer Benimeli, Jos&eacute; Antonio. <span style="font-style: italic;">La masoner&iacute;a</span>. Madrid: Alianza, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930265&pid=S1659-4223201500010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Haupt, Georges. <span  style="font-style: italic;">El historiador y el movimiento social.</span> Madrid: Siglo XXI, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930268&pid=S1659-4223201500010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Morel, Marco e Fran&ccedil;oise Jean de Oliveira Souza. <span  style="font-style: italic;">O poder da ma&ccedil;onaria: a hist&oacute;ria de uma sociedade secreta no Brasil.</span> Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930271&pid=S1659-4223201500010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Moura Silva, Eliane. &#8220;Entre religi&atilde;o e pol&iacute;tica: ma&ccedil;ons, esp&iacute;ritas, anarquistas e socialistas no Brasil por meio dos jornais A Lanterna e O Livre Pensador&#8221;. In: <span style="font-style: italic;">Espiritismo e religi&otilde;es afro-brasileiras: hist&oacute;ria e ci&ecirc;ncias sociais.</span> Editado por Artur Cesar Isaia e Ivan Aparecido Manoel. S&atilde;o Paulo, UNESP, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930274&pid=S1659-4223201500010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Ridenti, Marcelo. <span  style="font-style: italic;">Brasilidade revolucion&aacute;ria: um s&eacute;culo de cultura e pol&iacute;tica.</span> S&atilde;o Paulo: Editora UNESP, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930277&pid=S1659-4223201500010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Ridenti, Marcelo. &#8220;Everardo Dias&#8221;. In: <span style="font-style: italic;">Int&eacute;rpretes do Brasil: cl&aacute;ssicos, rebeldes e renegados</span>. Editado por Luiz Peric&aacute;s e Lincoln Secco. S&atilde;o Paulo: Boitempo, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930280&pid=S1659-4223201500010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Rodrigues, Edgar.<span  style="font-style: italic;"> Os companheiros 2.</span> Rio de Janeiro: VRJ, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930283&pid=S1659-4223201500010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">S&aacute; Motta, Rodrigo Patto. <span style="font-style: italic;">Em guarda contra o &#8220;Perigo Vermelho&#8221;: o anticomunismo no Brasil (1917-1964)</span>. S&atilde;o Paulo: Perspectiva, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930286&pid=S1659-4223201500010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Williams, Raymond. <span  style="font-style: italic;">Marxismo y literatura.</span> Buenos Aires: Las Cuarenta, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930289&pid=S1659-4223201500010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    <!-- ref --><br> <font style="font-family: Verdana;" size="2">Zaidan Filho, Michel. <span  style="font-style: italic;">Comunistas em c&eacute;u aberto (1922-1930).</span> Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1930292&pid=S1659-4223201500010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>    <br> </div> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"><a name="1"></a><a  href="#2">1</a> Doutorando em Hist&oacute;ria na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestre em Hist&oacute;ria pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Contato: michelgsilva@yahoo.com.br</font>    <br> <font style="font-family: Verdana;" size="2"></font> <hr style="width: 100%; height: 2px;">     <div style="text-align: center;"><font  style="font-family: Verdana; font-weight: bold;" size="2">Recebido em: 20 de junho de 2014 - Aceito: 5 de outubro 2014 </font></div> </div>      ]]></body><back>
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